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ruído branco, de don delillo

“Ruído Branco†é um romance extremamente bem estruturado, dividido em três partes. Na primeira conhecemos a rotina da família do professor universitário Jack Gladney, um sujeito tranqüilo e acomodado que inventou uma cadeira na Universidade, a cadeira de Hitlerologia. Ele está no quarto casamento com Babette, dona de casa de físico voluptuoso e alma caridosa, que lê jornais sensacionalistas para um velho cego e dá aulas de postura para idosos em uma igrejinha local. Eles moram com os filhos dele e dela, mas ele tem filhos que vivem com suas outras ex-esposas. Ele tem também um amigo, igualmente professor, chamado Murray – personagem que funciona como contraponto a Jack: é solteiro, vive sozinho e é arguto observador, interessado por tudo. Como vai haver um grande congresso de Hitlerologia e Jack não fala alemão, decide fazer umas aulas particulares com um sujeito estranho, que ele e Murray imaginam ser algum tipo de necrófilo. Emoldurando toda essa rotina e essas relações está o ruído branco do título, o ruído de todas as coisas ao mesmo tempo: o barulho dos carros nas estradas, da lâmpadas elétricas nos supermercados, das sirenes de polícia, da nossa própria respiração.

Aí temos a segunda parte, onde um acontecimento impacta na rotina de todos: um vazamento de gás tóxico. Todos são retirados da normalidade por um período. E o leitor é preparado para uma sensacional terceira parte, onde a rotina perdida começa a ser procurada e jamais será encontrada.

O livro foi publicado em 1984, época em que não existia a internet, telefones celulares e os aparelhos de microondas começavam a se popularizar nos EUA. Mas o romance, ao contrário, não ficou datado: dá para perceber como estamos muito mais envolvidos em ondas & freqüências e em ruído branco & informações desencontradas tudo e como tudo isso nos causa grande tensão – e nos aproxima da morte.

O tema do livro, me parece, é o medo da morte, no final das contas. Jack pode ter se infectado com o gás tóxico e isso o deixa angustiado; a boa Babette vai ser voluntária em um experimento científico de um remédio que diminui… o medo da morte.

Os filhos do casal, crianças e pré-adolescentes, vão revelando, gradativamente, aspectos neuróticos, transtornos obsessivos que hoje são bastante comuns e parecem ser – alguns psicólogos assim definem – tentativas de organizar a vida e escapar do inexorável fim.

Apesar das várias reflexões que o romance apresenta, ele não é difícil ou “cabeçaâ€, não tem grandes trechos digressivos ou com filosofices, também não tem invencionices literárias: a leitura é fácil e eletrizante. É o melhor romance que li em 2011.

vendendo discos (5)

Estou vendendo discos de vinil, todos muito bons e bem conservados. Já foram 4 lotes de R$ 400,00. Esse próximo lote tem 12 discos em 10 álbuns e tou pedindo R$ 300,00. Interessados, mandem e-mail ou DM nas redes sociais. A gente divide, pega uns cheques, faz qualquer negócio.

Esse lote é de POP ROCK, acho que ficou um bom lote. Veja:

1 – Ian McCulloch, Candleland
2 – Primal Scream, Scremadelica (Duplo)
3 – Talking Heads, More Songs about Buildings and Food
4 – Talking Heads, Remain in Light
5 – Elvis Costello, Mighty like a Rose
6 – Pink Floyd, The Wall (Duplo)
7 – Laurie Anderson, Strange Angels
8 – New Order, Technique
9 – David Bowie, Tonight
10 – Lou Reed, Mistrial

Não tem disco extra surpresa neste pacote.
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vendendo discos (4)

Mais um lote, também de R$ 400,00. Dividimos, aceitamos cheques et. al.
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Esse lote é BLACK (e não vale dizer que o Stevie Ray, o Ry Cooder e o pessoal do Lynyrd não são pretos!):

1. Gil Scott-Heron, The Revolution Will Not Be Televised
2. Jimmi Hendrix, Loose Ends
3. Stevie Ray Vaughan and Double Trouble appearing Live in Austin, Texas
4. Lynyrd Skynyrd, 1991
5. Terence Trent D’Arby, Introducing the Hardline According to
6. Prince, 1999 (Duplo)
7. Prince, Batman
8. Ry Cooder, A Encruzilhada
9. Trevor Jones & Courtney Pine, Angel Heart (Trilha Sonora classe, esse disco tá meio usadão)
10. Courtney Pine, Destiny’s Song + The Image of Pursuance

Também tem um disco brinde esse lote. Os outros 3 lotes já foram vendidos.
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Quem se interessar, entre em contato.

vendendo discos (3)

Pô, legal, acho que o vinil está com tudo mesmo, muita gente interessada, obrigado a todos que estão divulgando e ajudando a vender esses discos. Dói vender, mas não temos espaço para ficar com esses discos todos, alguns ainda vou guardar pois têm grande valor sentimental. Estou vendendo apenas os mais difíceis de encontrar e aqueles que estão em melhor estado. São discos de colecionador, todos estão com plástico duro na capa, com envelope de papel no disco e os discos estão limpos e quase sem riscos. Os riscos de uso do vinil quase não interferem na audição, audiófilos bem sabem disso.
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Aqui vai um lote de ROCK CLÃSSICO, igualmente com 10 discos, estou pedindo igualmente R$ 400,00 (dá pra dividir, etc…) e ainda dou um disco de brinde – neste lote é o Greatest Hits do Santana. Vamos lá:

1. 40th Anniversary of Atlantic Records Classic Rock (1966/1988)* (Duplo)
2. The Beatles, Past Masters Vol. 1 & 2 (Duplo, de colecionador)
3. Paul McCartney, Paul is Live (Duplo, novinho)
4. Paul McCartney, Flowers in the Dirt (Zero)
5. George Harrison, The Best of George Harrison (Meio judiado)
6. The Clash, London Calling (Duplo, inteiraço)

*Esse disco é uma jóia, uma coletânea que tem Led Zeppelin, Yes, AC/DC, Twisted Sister, Buffalo Springfield, CSNY…

vendendo discos (2)

Aproveitando que o lote de discos brasileiros está quase vendido, aqui vai um lote de igual valor, direcionado aos interessados por Blues. São 11 discos no total, estou pedindo R$ 400,00 – e ainda dou um disco surpresa de brinde. A gente negocia, pega uns cheques, sascoisa.
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Mande mail ou DM nas redes sociais.

Esse lote é pra quem manja:

- Robert Johnson, The King of Delta Blues Singers, Vol. 1 & 2 (Duplo, edição da Breno & Rossi, raro)
- Eric Clapton, Crossroads [Box com 6 discos] (Encarte e discos impecáveis)
- Eric Clapton, From the Cradle (Novo)
- John Mayall, A Banquet in Blues
- Jack Bruce, A Question of Time

vendendo discos (1)

Quatro mudanças em cinco anos, já não aguento mais carregar as coisas para lá e para cá. Vou vender umas coisas, doar outras e jogar fora umas tantas. Tenho aqui uns 250 discos de vinil que ainda sobraram, vou botar o primeiro lote a venda, são 10 discos de rock/punk nacional em PERFEITO ESTADO, coisa rara mesmo, podem pesquisar preços por aí. Não vou vender separado, só o lote, por R$ 400,00.

Interessados, mandem e-mail ou comentem aqui. Dá pra dividir e talz. Olhem só:

1. Mutantes, Tudo foi Feito pelo Sol (De 1974, perfeitíssimo, capa, tudo!)
2. A Bolha, É Proibido Fumar (Disco raro, ainda mais no estado em que está!)
3. Made in Brazil, Paulicéia Desvairada (Inteiraço)
4. Coletânea Não São Paulo 1 (Que tem Akira S. e Chance, ótimo!)
5. Garotos Podres, Mais Podres que Nunca
6. Os Replicantes, O Futuro é Vórtex
7. Detrito Federal, Vítimas do Milagre
8. Cabine C, Fósforos de Oxford (Novíssimo!)
9. Lobotomia, Lobotomia (Em perfeito estado, sem qualquer arranhão)
10.Camisa de Vênus, Duplo Sentido (Duplo, lindo, inteiraço!)

Quem comprar leva de brinde o disco do Joelho de Porco de 1978.
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ruído branco, de don delillo (1)

- Não era esse o almoço que eu estava planejando – disse Babette. – Eu estava pensando seriamente em germe de trigo e iogurte.
- Onde foi que já ouvimos essa conversa? – perguntou Denise.
- Provavelmente aqui mesmo – respondeu Steffie.
- Ela vive comprando esses troços.
- Mas nunca come – continuou Steffie.
- Porque ela acha que, se continuar comprando, vai ter que acabar comendo, só para se livrar deles. É como se estivesse tentando se enganar.
- Ela enche metade da cozinha com essas coisas.
- Mas não chega a comer, porque estraga e aí tem que jogar fora – disse Denise. – Aí ela começa tudo de novo.
- Esses troços estão espalhados pela cozinha toda – comentou Steffie.
- Se ela não compra, sente-se culpada; se compra e não come, sente-se culpada; quando abre a geladeira e vê isso lá dentro, sente-se culpada; quando joga fora, sente-se culpada.
- É como se ela fumasse, só que não fuma.

Grande tradução de Paulo Henriques Britto, edição de 1987 da Cia das Letras.

Melhores discos do ano

O novo disco do Wilco foi, para mim, o melhor do ano. Li, não sei onde, que “The Whole Love†não era indicado para neófitos em Wilco. Discordo: a mim o disco pareceu uma coletânea da banda, com faixas tiradas de lados B. “Art of Almostâ€, “Black Moon†e “Message from Mid-Barâ€, por exemplo, podiam ser de “Being There†– assim como “I Mightâ€, “Dawned on Meâ€, “Standing Oâ€, “Whole Love†e “One Sunday Morning†de “Sumertheetâ€; “Sunloathe†e “Rising Red Lung†de “Sky Blue Skyâ€; “Born Alone†e “Speak into the Rose†de “A Ghost is Bornâ€; “Open Mind†e “I Love My Label†de “A.M.â€; “Black Moon (Alt)†de “Yankee Hotel Foxtrot†e ainda “Capitol City†bem podia estar em “Mermaid Avenueâ€. Uma coletânea de músicas inéditas do Wilco (definição minha) só podia ser o melhor disco do ano, vai dizer?

Com sonoridade antiga, com clima de filme, esse ano teve “Let’s England Shakeâ€, da PJ Harvey, e “Romeâ€, de Danger Mouse & Daniele Luppi. Foram dois dos que mais tocaram por aqui, gostei igualmente de ambos. Acho que mais que ambos só ouvi o solo do Noel Gallagher – agora com os High Flying Birds. Adorei. Mas acho que só ouvi mais o do Gallagher porque viajei muito por esses últimos meses e o disco combina mais com estrada. Rocks bons, puros, diretos.

Não ouvi tanto, mas gostei muito do novo Radiohead. Não tanto quanto gostei de “In Rainbowsâ€, é verdade, mas me deu uma impressão boa que Thom Yorke & Os Caras encontraram o tom exato que procuravam desde “Kid Aâ€.

Apenas recentemente comecei a ouvir o novo disco do Stephen Malkmus, mas já está na lista dos melhores. Acho que é seu melhor disco na carreira solo desde a estréia após o “fim†do Pavement, há 10 anos. Que frescor e juventude, inventividade e balanço! Tou aqui ouvindo.

Neste ano a galera aqui ouviu muito a Adele e eu ouvi também, de viés, e o disco todo é muito bom. Não é uma coisa que bate em mim imediatamente, mas acho que entendo porque o disco vem aparecendo em todas as listas de melhores: tem emoção. Fato.

A emoção me impediu ouvir muito o último trabalho dos Cowboy Junkies, “Demonsâ€. Mas é um disco lindo, ignorado pelas principais listas. Margo Timmins e seus irmãos regravaram algumas de suas músicas preferidas de Vic Chesnutt. Chesnutt morreu em Dezembro de 2010 e participou de algumas gravações com os CJ; nasceu uma amizade e a admiração e este que foi um dos mais interessantes compositores dos últimos tempos. Eu, grande fã de Chesnutt, não consegui ouvir muito o disco, sempre me pegava melancólico. Mas é lindo.

“Torchesâ€, do Foster The People, tocou bastante por aqui também, dona Lia (5 anos) balançou ao ritmo dos californianos. Não é o tipo de música que costumo ouvir, mas fui pego algumas vezes cantarolando “Helena Beatâ€, confesso. É um balanço gostoso, não sei se é só mais um hype ou se terão algo mais a dizer/fazer, mas esse disco é legal.

Bem, por último, fica “El Caminoâ€, dos Black Keys, ótimo disco para estrada, ele vai ficar rolando aqui tão logo eu canse do disco do Noel. Gosto do Black Keys mas acho que o disco solo do Dan Auerbach (50% da banda), de 2009, “Keep It Hindâ€, é melhor que os do BK. Curiosidade: fiquei sabendo que Auerbach é primo de Robert Quine, lendário guitarrista da fase oitentista de Lou Reed e Tom Waits, o cara conhecido como Mr. Ice por nunca sorrir. Interessante.

Por falar em Reed e Waits, seus discos de 2011 não me empolgaram nadinha.

Vamos à lista:

1 – Wilco – The Whole Love
2 – Noel Gallagher’s High Flying Birds
3 – PJ Harvey – Let’s England Shake
4 – Rome – Danger Mouse & Daniele Luppi
5 – Radiohead – King of Limbs
6 – Stephen Malkmus & The Jicks – Mirror Trafic
7 – Adele – 21
8 – Cowboy Junkies – Demons
9 – Torches – Foster The People
10 – The Black Keys – El Camino

E, ah, sim, não ouvi muita coisa nacional neste ano. No ano passado ouvi aquele monte de coisa chata, decidi que neste ano não queria me inteirar. Mas confesso que ouvi o tal Criolo e achei classe.

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feliz natal, bom ano novo e blá-blá-blá

dando um tempo na internet

Entre meados de 2004 e começo de 2009 eu escrevi 5 livros. Três foram finalizados e lançados: “Sexo Anal”, “Virgínia Berlim” e “Buceta”; dois estão bastante adiantados mas ainda precisam de finalização: “Rogério” e “Dois Caninos” (nomes provisórios). Em 2009, a convite de Marcelo Laffite, escrevi “Elvis & Madonaâ€, que finalizei em 29 de Outubro daquele ano. O livro foi lançado exatamente um ano depois, em 29 de Outubro de 2010 na Mostra de Cinema de São Paulo. O filme era para ter saído meio junto com o livro mas foi lançado apenas em 23 de Setembro passado. Neste um ano que separou o livro do filme eu vivi por conta de “Elvis & Madonaâ€, divulgando livro & filme, fazendo lançamentos e noites de autógrafo, alimentando este blog e as redes sociais com informações de um e outro.

Por quase três anos não escrevi quase nada. Tenho apenas um planejamento e umas 40 páginas de “Boqueteâ€, o livro com o qual pretendo fechar minha trilogia sexual. Então agora, um ano depois do livro e filme lançados, vou dar um tempo. Quero finalizar “Boqueteâ€, ver o que faço com os dois livros pendentes e, digamos, recomeçar.

Gostaria de reunir a trilogia sexual em um só volume, mas não sei se alguma editora se animaria. Oferecer isso para as editoras e negociar e revisar tudo de novo é coisa que exige grande energia e tempo – mas é algo que me agradaria, ver isso finalizado. Quem tiver algum contato e/ou interesse, contate-me, por favor.

Há também o projeto de transformar “Sexo Anal†em HQ. Interessados, tamos aqui.

Deixo de molho o Twitter e o Facebook, assim como esse blog, porque realmente não dou conta de focar em um romance – que exige muita atenção; para mim é algo realmente muito difícil – e acompanhar a timeline, os assuntos do momento, retuitar, subir fotos, essas coisas… Não dou conta de aceitar todas as pessoas que me adicionam e ter esse relacionamento com os amigos e fãs no FB e, em paralelo, cuidar da vida de 15 ou 20 personagens. Não é frescura nem por achar que as redes sociais são ruins ou perda de tempo. Não, não, adoro as redes sociais e a internet; elas me proporcionaram muita coisa boa.

Como tenho lido e acompanhado um pouco dos filmes, continuo escrevendo no Amálgama. Na verdade, acho que também vou colocar alguma coisa aqui, mas muito raramente.

Espero não perder o contato com os queridos amigos; estarei no e-mail, essa coisa da idade da pedra. Meu e-mail é o luizbiajoni arromba hotmail ponto com.

E vamo que vamo que a água tá batendo na bunda.
Beijos e até segunda.

Aproveito para colocar a leitura em dia ;>)

Aproveito para colocar a leitura em dia ;>)