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	<title>Biajoni</title>
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	<description>luiz biajoni é topo gigio ma non troppo</description>
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		<title>Literatura Virtual &#8211; um debate, considerações e a viagem a BH</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 14:10:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biajoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Alex Castro foi convidado para um debate sobre Literatura Virtual em Belo Horizonte e me indicou. Foram convidados também Wander Mello Miranda e Ana Elisa Ribeiro. Não tinha idéia de como seria o evento. No aeroporto escrevi o texto abaixo, que acabei não lendo no evento, já que a dinâmica foi de perguntas-respostas, inclusive entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexcastro.com.br/" target="_blank">Alex Castro</a> foi convidado para um debate sobre <a href="http://alexcastro.com.br/wp-content/uploads/2012/03/FOLDER_I-Encontro-Literatura-Virtual-FACISA.jpg" target="_blank">Literatura Virtual em Belo Horizonte</a> e me indicou. Foram convidados também Wander Mello Miranda e <a href="http://www.anadigital.net/site/" target="_blank">Ana Elisa Ribeiro</a>. Não tinha idéia de como seria o evento. No aeroporto escrevi o texto abaixo, que acabei não lendo no evento, já que a dinâmica foi de perguntas-respostas, inclusive entre os convidados. Publico o que escrevi sobre o tema e, depois, as considerações sobre o evento e outras sobre o assunto.</p>
<blockquote><p>Em princípio, quando se fala em “literatura virtual” estamos falando de dois tipos de suporte: a internet e o e-book. A literatura pode ser feita na internet em sites, blogs, redes sociais&#8230; O e-book é um livro virtual para ser baixado da internet para o computador, tablets, e-readers, celulares.</p>
<p>A literatura de internet sofre de uma “permanência incômoda”.<br />
A literatura nos e-books sofre de uma “possível impermanência incômoda”.</p>
<p>Explicarei, mas antes uma historinha.</p>
<p>Quando eu comecei a escrever até as máquinas de escrever eram caras, então escrevia a mão. No final de semana, meu pai levava a máquina de escrever do escritório para casa. Eu datilografava meus poemas, às vezes fazia várias cópias do mesmo poema, para distribuir depois entre parentes e amigos. Acontecia uma coisa interessante nessas cópias: elas apresentavam algumas diferenças. Conforme eu ia copiando, tinha alguma outra idéia, trocava uma palavra ou até uma frase, assim o mesmo poema tinha várias versões. Gosto de imaginar que as últimas versões deviam ser melhor que as primeiras – embora eu saiba, com toda certeza, hoje, que ambas eram definitivamente horríveis.</p>
<p>Algumas vezes, por erro de digitação (palavra que não existia na época – ou se existia significa coisa diferente do que temos hoje) um poema ou outro saía com uma configuração diferente: ao invés de uma vírgula, por exemplo, eu digitava um ponto – e assim ficava, para não gastar ainda mais tinta e papel. Dessa maneira, até a própria forma do poema ficava diferente, já que num erro crasso e eu enchia aquela palavra com xizinhos por cima ou mesmo rabiscava com caneta.</p>
<p>Isso foi antes da popularização das máquinas de fotocópia, quando eu datilografava uma vez e depois tirava a famosa Xerox.</p>
<p>Em 1989 eu trabalhava no Unibanco e foram abertas as inscrições para o primeiro prêmio Nestlé de Literatura. Você tinha que inscrever sua obra que devia ter pelo menos 80 páginas datilografadas em espaço 2, em folha A4, em seis vias. Depois tinha que enviar os volumes em separado, com aviso de recebimento. Queria inscrever meus poemas, mas não teria dinheiro para tanta Xerox e tantos avisos de recebimento. Assim, escrevi um pedido de patrocínio para Walter Moreira Salles – o pai do Waltinho, dono do Unibanco. E ele bancou minha participação na Bienal. Eu tinha 19 anos.</p>
<p>Inscrevi três livros de poesia, cada um com cerca de 100 páginas. Estamos falando de mais de 1.800 páginas, 18 avisos de recebimento. Isso tudo, hoje, ficaria em cerca de 300 reais. Na época, era bem mais, uma pequena fortuna.</p>
<p>Pela graça do Nosso Senhor Jesus Cristo não ganhei nenhum prêmio. Ainda bem, ou eu poderia ser um desses poetas chatos &amp; quarentões que andam por aí.</p>
<p>O mais impressionante é que eles devolveram esses volumes depois. Era um calhamaço monstruoso. Durante um tempo, guardei aquilo. Depois joguei fora. Esses livros se perderam, para minha sorte.</p>
<p>Conto essa historinha para assinalar o que é, ao meu ver, a principal característica da literatura virtual que se pratica na internet: uma permanência incômoda. Você publica algo e é bem certo que naquele momento você acha aquilo incrível e&#8230; Depois não dá para apagar. Quer dizer, dá: mas alguém já vai ter lido, copiado, salvo, aquilo está indelével no seu currículo.</p>
<p>Boa parte dos grandes escritores, de Shakespeare a Edgar Allan Poe, de Kafka a James Joyce, passando por Nabokov e Borges, destruíram seus livros e textos que achavam fracos, menores, chatos. Borges comprava seus primeiros livros em sebos para depois queimá-los. Cioram deixou 34 mil páginas com uma instrução para quando morresse: “Destruir”! Com a internet, esse tipo de coisa é impossível.</p>
<p>Em 2004 escrevi meu primeiro romance, “Sexo Anal – Uma Novela Marrom” &#8211; livro do qual muito me orgulho. Agora preparo uma reedição, novamente em papel, para 2014, em comemoração aos 10 anos do livro. O livro está cheio de errinhos bobos, aquele tipo de erro que a gente só vê depois que lança o quarto, quinto livro, depois de ler muita coisa, boa e ruim. Assim, vou revisar “Sexo Anal”, aproveitar para deixa-lo um livro ainda melhor.</p>
<p>O que eu quero dizer é que a possibilidade de publicar e divulgar (tornar público e vulgar) é muito fácil e dinâmica hoje e isso cria uma avalanche de literatura, dos mais diversos níveis e qualidades. Muita gente está publicando coisas por aí que vão gerar constrangimento e arrependimentos futuros. Me parece, hoje – e eu posso estar bem errado – que a criação de uma obra demanda tempo, paciência e opiniões de pessoas que conhecem – tanto livros como literatura.</p>
<p>Meu último livro, “Elvis &amp; Madona – Uma Novela Lilás” foi escrito em seis meses e reescrito e editado durante dois anos. Foi, para mim, incrível o trabalho, a paciência e a energia que os dois editores da Língua Geral, Eduardo Coelho e Diogo Henriques, tiveram com meu livro. Meia dúzia de pessoas esteve envolvida no processo, algumas foram contratadas para ler e opinar sobre o livro. Acho que mudou, no final, uns 15% do que tinha sido escrito &#8211; mas foram 15% fundamentais! Creio que seja não só meu melhor livro, mas um volume sem erros, sem defeitos. Você pode ou não gostar da trama ou do meu jeito de contá-la, mas não pode dizer que o livro seja ruim. Pessoas estiveram envolvidas e cuidaram dele e se eu tivesse escrito e publicado imediatamente na internet certamente seria um livro pior.</p>
<p>Por outro lado, acho lindo, é claro, que a internet permita essa agilidade, essa rapidez, eu me tornei escritor por causa da repercussão que “Sexo Anal” teve na rede. Por causa desse livro fui convidado para o projeto “Elvis &amp; Madona” que, além do livro, é um filme de Marcelo Laffitte.</p>
<p>Alguns escritores utilizam o imediatismo da internet para envolver os leitores no processo de criação da obra, fazem dos leitores os editores de texto e eu acho isso legal, mas creio que esvazie um pouco a experiência da leitura do livro.</p>
<p>De qualquer maneira, para fazer literatura na rede o meu conselho é: escreva, mas não publique imediatamente. Leia no dia seguinte e no outro, mostre para alguém que possa fazer uma crítica honesta. Acho importante pensar no dia de amanhã.</p>
<p>O mesmo vale para a edição de e-books, o cuidado que se deve ter com o texto. No caso dos e-books o problema está nos mais variados formatos e nas versões desses formatos que permitem a leitura dos e-books. Esses programas requerem atualizações constantes, são baseadas em tecnologias que ficarão obsoletas em breve e não sabemos se o PDF ou o EPUB de hoje é o que vai ser daqui dois anos. Assim, a literatura em e-books sofre com essa “possível impermanência incômoda”: o e-book lançado hoje, em PDF, por exemplo, pode não abrir ou rodar perfeitamente na versão do programa que vai sair daqui a pouco. Sem dizer que, sim, a bateria do e-reader acaba.</p>
<p>Com a editora que estou montando com Albano Martins Ribeiro, o Branco Leone, quero aliar o método tradicional de edição de livros com as facilidades da internet. As coisas serão lentas e cuidadosas na nossa editora, a ideia não é lançar livros de amigos ou pegar um texto bacaninha, formatar e botar ele lá, pra vender o download. Tem que ser algo realmente bom, bem editado, que vá ter alguma relevância no futuro.</p>
<p>Na década de 1920, quando surgiram as grandes casas editoras, um livro só era lançado quando estivesse realmente pronto e isso podia levar anos, décadas até. A história, a trama, o enredo, era tratados com cuidado e sigilo pelos envolvidos. Há histórias interessantes de espiões de tramas. Esse é outro ponto complicado na era da internet: você publica um conto lá no seu blog e alguém pode chupá-lo e colocá-lo num livro e é possível, bem possível, aliás, que você jamais descubra. Eu escrevo na internet há 10 anos, há uns 6 deixei de me preocupar com os plágios, vampiros e adulteradores. É impossível seguir por aí o que se escreve. Depois que a descrição do perfil do Alex Castro no Orkut – no começo do Orkut, deixemos claro – foi literalmente copiada por centenas de pessoas eu deixei de me preocupar com isso. Eu mesmo copiei o perfil do Alex no meu Orkut e comecei uma campanha para que todos fizessem o mesmo: institucionalizaríamos o perfil do Alex.</p>
<p>Um pouco por tudo isso, por ter amadurecido, por ter lançado um livro realmente bom, tirei todos os meus posts do ar no meu blog recentemente. Vou revisar os mais interessantes repostar com calma. Não é neura, não é arrependimento, é só uma sensação de cuidado.</p>
<p>Sensação que todas as pessoas que publicam na internet geralmente não têm.</p>
<p>Para encerrar, quero dizer que se por um lado temos essa lancinante produção no meio virtual, algo muito ruim e errado está acontecendo em outra ponta, que é o abandono das bibliotecas. Mesmo um e-book deveria ser impresso e enviado para a Biblioteca Nacional. A “digitalização de tudo” fez com que os acervos já abandonados das bibliotecas ficassem ainda mais esquecidos.</p>
<p>Neste momento leio um livro chamado “<a href="http://veja.abril.com.br/310506/p_114.html" target="_blank">História Universal da Destruição dos Livros</a>”, de Fernando Báez, e estou pasmado como o patrimônio histórico da humanidade tem sido dilapidado no decorrer da história da humanidade. Cada nova força governante opressora ou cada novo movimento religioso institucionalizado que aparece na história da humanidade e é uma biblioteca que é destruída.</p>
<p>Muito antes da Inquisição e do Índex, a Igreja Católica foi a principal responsável pelo desaparecimento da admirável Biblioteca de Alexandria, que já tinha sido atacada pelos romanos. Em 391 depois de Cristo a biblioteca, que continha os mais importantes textos de pensadores antigos, foi destruída e, no lugar das estantes e dos livros, colocaram cruzes.</p>
<p>Sem nenhum alarde isto aconteceu e está acontecendo no Iraque: as Forças Armadas Americanas bombardearam, destruíram e saquearam as bibliotecas iraquianas. É assim quando uma cultura domina outra: tenta apagar sua memória. Há casos de soldados americanos que estão saqueando bibliotecas para trazerem livros para os EUA, livros raros, que são vendidos a colecionadores e exploradores.</p>
<p>Vamos salvar os livros enquanto publicamos outros. </p></blockquote>
<p><a href="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/04/Oi-Futuro-BH-1.jpg"><img src="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/04/Oi-Futuro-BH-1-300x190.jpg" alt="" width="300" height="190" class="aligncenter size-medium wp-image-2612" /></a></p>
<p><em>[A fotita acima é de Miriã Cristina]</em></p>
<p>Para meu espanto, no debate na Oi Futuro, a pergunta inicial, da professora Rebecca Monteiro, foi justamente sobre permanência e fugacidade da literatura virtual. Como eu era o único não-professor ali, joguei a bola para os professores Alex, Ana Elisa e Wander. Eles expressaram mais ou menos a mesma idéia do meu texto e eu não ia chatear os presentes com meu longo-texto-com-histórinha. Falei apenas sobre a idéia da editora e, aí, o professor Wander se posicionou radicalmente contra e-books, disse que não lê e-books, não conhece e-readers e teve uma postura bastante equivocada sobre democratização da literatura e da informação na internet. Foi ótimo, serviu de contraponto para o debate, incentivou o debate, mas me entristeceu: não achei que dentro da Academia tivéssemos ainda professores que não se maravilhem com essa possibilidade única na história de termos, junto com uma simples conexão de internet, acesso a todo cânone ocidental, todas as obras de domínio público de todo o mundo, em várias línguas, com possibilidades de tradução online. Como um amante da literatura pode não se maravilhar com isso? Impossível. A menos que ele não seja um amante da literatura e sim um amante de&#8230; livros. Nesse caso, ele é mais um fetichista que um leitor.</p>
<p>Dizer que as pessoas não tem acesso a internet ou que não tem <em>e-readers</em>, conforme ele disse, é só tentar uma desculpa para não apostar numa solução. As obras estão na internet – e isso é ótimo. Agora vamos resolver a questão da acessibilidade.</p>
<p>Ele fala sobre Bibliotecas, que bibliotecas são acessíveis, mas está certa a Juliana Sampaio que argumentou, da platéia, que as pessoas podem acessar todos esses livros virtuais em uma simples Lan House. Qualquer pessoa hoje tem uma Lan House mais próxima de casa que uma biblioteca. Aliás, se eu fosse apostar em uma ação pública para disseminar a literatura e diminuir a criminalidade usava o exemplo de Bogotá, que descentralizou a Biblioteca Municipal, criou <a href="http://www.abdf.org.br/principal/index.php/notas-mainmenu-77/23-bibliotecas-dnova-fama-a-bogot" target="_blank">várias bibliotecas em bairros</a>. Se as pessoas não vão mais às bibliotecas, leve a biblioteca até elas.</p>
<p>As pessoas vão até Lan Houses para ler literatura? Não sei, deve haver alguém que leia, mas eu já vi gente salvando arquivos em pen-drive para&#8230; ler em casa – já que muita gente tem computador, mas nem todo mundo tem banda larga. Essa sim é uma boa questão para se discutir: as operadoras de banda larga estão provocando cada vez mais o que eu chamo de “erosão digital”, já que sempre priorizam o serviço em condomínios fechados e bairros nobres; vão privilegiando sempre os redutos com maior condição financeira em detrimento dos mais pobres e com isso vão criando “excluídos digitais”.</p>
<p>Ações que envolvem políticas públicas para melhorar a qualidade de leitura do brasileiro devem ser propostas e discutidas, mas creio que não era o que se devia discutir ali. Estávamos falando de literatura digital e o professor Wander é um sujeito do século passado, ele mesmo afirmou. Políticas públicas para melhorar a qualidade de leitura e aprendizado do cidadão que não passem pela internet não irão prosperar. O livro vai permanecer, mas já está se tornando um objeto obsoleto – especialmente para as novas gerações. Várias escolas já abandonaram os cadernos pelos tablets. Olha a facilidade de se ir para a escola levando apenas o tablet: ali dentro estão todos os cadernos, os livros, as atividades, os exercícios e ainda um monte de ferramentas! Como ser contra isso?</p>
<p>Outra coisa que o professor Wander disse foi que nenhum escritor pode escrever se não leu Kafka. Estranhei a afirmação. Primeiro porque todos os escritores que escreveram antes dos livros de Kafka serem publicados obviamente não o leram. Segundo porque entrei na livraria LaSelva do aeroporto e&#8230; não tem nenhum livro do Kafka. Mas veja: conectei-me e encontrei todos os livros do Kafka para baixar, o que fiz de graça e em menos de 5 minutos. Como não perceber essa facilidade?</p>
<p>A argumentação, ainda contra a literatura virtual, do jurássico professor, atacou o problema da saúde dos olhos que o computador causa. Ler no computador não é recomendado, dizem alguns especialistas. Mas os e-readers estão aí justamente para resolver essa questão e o professor Wander, como professor de literatura, tem a obrigação de conhecê-los. Os ajustes de brilho, luminosidade e tamanho das fontes vieram resolver esse problema. E há também o Kindle, que tem a tela ainda melhor do que a página de um livro. Dizer que não há nada melhor que a página de um livro, mais um vez, é mais fetiche pelo papel do que pelo seu conteúdo.</p>
<p>A polarização nas respostas para as argumentações do professor Wander tirou um pouco a discussão do trilho, mas ainda assim digo que foi ótimo, acho que foi útil para os estudantes, que compareceram em peso. Ana Elisa se mostrou bastante aberta para as novas tecnologias mas disse que está preocupada com o livro impresso – e citou “<a href="http://www.ciadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12928" target="_blank">A Questão dos Livros</a>” do Robert Darnton que quero muito ler. Darnton é um pesquisador sério e competente, mas isso não quer dizer que ele vai acertar em suas previsões pró-livro impresso. Nesse sentido, gosto mais das previsões de Jason Epstein em “<a href="http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=23287" target="_blank">O Negócio do Livro</a>”, pequeno volume lançado em 2001 (!), que diz que os livros impressos não vão morrer, mas vão ficar cada vez mais focados em “unidades diversas e criativas” – mesma tese de Alex Castro, aliás. Epstein, ressalto, foi editor da Randon Rouse por 40 anos e fundador da The New York Review of Books – acho que entende do assunto.</p>
<p>E, no final, o professor Wander nos confessou uma terrível lacuna em sua formação cultural, já que nada conhece sobre música. Naquele momento, senti-o mais humano. Eu fiz um vídeo sobre o Projeto Guri, na cidade de Limeira, há uns 15 anos. Para quem não conhece, o Guri é um projeto que ensina música para crianças carentes. Tinha ali no grupo um garoto de 10 ou 11 anos que nunca havia frequentado escola, os pais nunca deixaram, ele vivia pedindo esmolas nas ruas. Esse garoto não sabia ler ou escrever. Nada. Nenhuma palavra. Mas tocava um saxofone lindamente. Ele também tinha uma lacuna em sua formação – e isso não o fazia um cidadão menor.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Foi ótimo estar em BH com Alex Castro. Chegamos juntos, na tarde de quarta-feira, fomos ao Mercado Municipal, comemos comidinhas típicas, conversamos sobre <strong>Tudo</strong> – esse é o assunto principal quando se está com Alex.</p>
<p>Vendemos livros antes e depois do debate na Oi Futuro, conhecemos leitores de nossos livros e blogs que foram até lá para um papo &amp; um abraço, partimos para um restaurante para encontrar outros amigos e só não varamos a madrugada porque o Brasil está ficando cada vez mais chato e os bares e restaurantes não ficam mais abertos e meia-noite tudo acaba, todo mundo vira abóbora.</p>
<p>Foi divertidíssimo no restaurante, com Rebecca Monteiro, Carla Moreira e Antonio Baião, todos da FACISABH, mais Juliana Sampaio, Maíra Avelar, Érica Pretes, Daniel Fernandes, Débora Vieira, Janaína Rochido, Cynthia Semíramis e uma galera que nem cheguei a conhecer e perguntar o nome mas que provocou interessantes papos paralelos.</p>
<p>Na quinta de manhã fomos para o Direito da UFMG para um debate sobre “<a href="http://alexcastro.com.br/wp-content/uploads/2012/04/527557_376028219104632_221797357861053_1103776_723589103_n.jpg" target="_blank">O Direito entre o Feio e a Norma – Considerações sobre Estética e Normalização</a>”. A mesa, composta pelo Alex, Tiago Coacci, Adélcio de Souza Cruz e Daniela de Freitas Marques, fez um dos debates mais lindos e legais que vi nos últimos tempos. Foi realmente fantástico, parabéns ao pessoal que organizou. E ao Túlio Vianna, que indicou o Alex para a mesa.</p>
<p>Ei, Alex, você devia fazer um daqueles posts enormes sobre o assunto.<br />
;&gt;)</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Nessa época de digital de facilidades, senti falta de fotos e gente filmando a coisa toda, de atualizações online de twitter &amp; Facebook. Apesar das facilidades digitais a mentalidade geral ainda parece analógica. Mas vai mudar, podem ter certeza.</p>
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		<title>dia 11 de abril, em BH</title>
		<link>http://biajoni.opsblog.org/2012/03/26/dia-11-de-abril-em-bh/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 04:00:03 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/03/FOLDER_I-Encontro-Literatura-Virtual-FACISA.jpg"><img src="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/03/FOLDER_I-Encontro-Literatura-Virtual-FACISA.jpg" alt="" width="810" height="1147" class="aligncenter size-full wp-image-2606" /></a></p>
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		<title>Tréplica para a vereadora Divina Bertália; repercutindo meu discurso na Câmara de Americana</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 11:50:40 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha resposta para a vereadora Divina Bertalia, de Americana, por conta disso. As poucas pessoas que leram, antes, meu pequeno discurso para a entrega do prêmio &#8220;Destaques Culturais&#8221;, da Câmara de Americana, foram unânimes em dizer que eu devia falar um pouco mais sobre mim. Não quis, não era nescessário: eu só quis ser o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Minha resposta para a vereadora Divina Bertalia, de Americana, por conta <a href="http://www.novomomento.com.br/o-tiro-saiu-pela-culatra-por-divina-bert%C3%A1lia.aspx" target="_blank">disso</a>.</em></p>
<p>As poucas pessoas que leram, antes, meu pequeno discurso para a entrega do prêmio &#8220;Destaques Culturais&#8221;, da Câmara de Americana, foram unânimes em dizer que eu devia falar um pouco mais sobre mim. Não quis, não era nescessário: eu só quis ser o veículo para externar uma insatisfação geral, um reclame unânime.</p>
<p>Alguns consideraram que não seria o melhor momento, a festa, para críticas. Refleti longamente sobre isso, não sou impulsivo nem estraga-prazeres. Podia recusar a homenagem e publicar meu discurso num blog ou no Facebook. Ele teria o mesmo efeito? Claro que não. As discussões sobre o que eu disse estão em toda parte agora. E não será isso bom?</p>
<p>A réplica que a vereadora fez sobre meu discurso, postada no Facebook [veja link acima] comete o erro que eu não cometi: ela usa metade do texto para contar sua história, justificar sua atuação na área cultural, elogios em boca própria.</p>
<p>Mas me digam, em algum momento eu disse algo contra a vereadora Divina Bertália? Em meu discurso eu a chamo de &#8220;batalhadora incansável&#8221;, em meu blog falo do seu &#8220;trabalho relevante&#8221;. Admiro a vereadora. As pessoas que estão saindo, cegas, em sua defesa ou não leram o discurso ou não entenderam nada. E eu fui o mais claro que pude. Ignorantes estão aí.</p>
<p>A nobre vereadora, em sua réplica, diz que o que se viu em plenário, na premiação de terça, foi um &#8220;festival de grosserias por parte de algumas pessoas que utilizaram a palavra, em especial pelo jornalista Luiz Biajone (sic)’. Que grosseria eu disse? Só falei que seria bom se a homenagem fosse mais enxuta, tivesse prêmios em dinheiro (importantíssimo para os artistas) e que a Câmara, não apenas de Americana, tem que parar com a banalização das homenagens. Opiniao minha. Estamos em um Estado democrático. Ainda pedi desculpas, no final, se ofendi alguém! Grosseria?</p>
<p>Ora, minha gente, deixem de lado a hipocrisia. Querem me crucificar pelo meu discurso? Crucifiquem também o padre Luis, que falou logo depois de mim e ratificou tudo o que eu disse! Elogiou meu discurso, inclusive. O padre Luis deve estar dentro de &#8220;algumas pessoas&#8221;, como escreve a vereadora Divina em sua réplica?</p>
<p>Não tenho ligação com nenhum grupo político, não tenho interesse político, não tenho absolutamente nada com o Jornal O Liberal, estou cerca de 18 anos fora de Americana, morei em Santa Bárbara, São Paulo e Limeira. Sobre minha atuação, apenas pelo que vi na premiação de terça, posso dizer que ajudei Geraldo Basanela a estruturar o FECA, em seu início; auxiliei também na fase inicial do MACA &#8211; Museu de Arte Contemporânea de Americana (hoje MAC), em uma época em que Ianelli e Tomie Othake expunham aqui e, junto com Juarez Godoy e outros grandes artistas, montamos o grupo de arte Vira Viperina; fui um dos primeiros grandes apoiadores para a divulgação do grupo Abadá de Capoeira em Americana&#8230; – isso tudo entre 1985/90. Pode falar com esse pessoal, Divina. Você vai se surpreender.</p>
<p>Depois fui trabalhar em televisão e dar oficinas para o SENAC e para a Secretaria de Cultura do Estado. </p>
<p>Não vou desfilar meu currículo, seria vitupério e impróprio, mas essas informações valem apenas para contrapor a parte da réplica de Divina em que ela questiona nunca ter me visto nos eventos culturais da cidade ou apoiando artistas americanenses. É, Divina, você também pode estar enganada a meu respeito.</p>
<p>Quando me convidam, dou um jeito e vou a um evento. Na exibição do documentário &#8220;Dzi Croquettes&#8221; (você não estava lá!), exibido na Americana Mostra, estive representando meu amigo Bayard Tonelli, um dos remanescentes do legendário grupo carioca.</p>
<p>Quase não paro na cidade, mas podem me convidar – inclusive para pedir patrocínios. Dou um jeito.</p>
<p>Aí, em sua réplica, Divina fala que entende minhas palavras de indignação &#8220;com o tratamento que o poder público dá à cultura e seus artistas&#8221; – e diz que essa minha fala é também a dela. Ora, Divina, nós estamos do mesmo lado!</p>
<p>Não fiz nenhum protocolo na Secretaria de Cultura para a tentativa de trazer o livro ou o filme &#8220;Elvis &amp; Madona&#8221; para Americana, achei que bastava falar com a secretária do Secretario que eu era um artista local que tinha lançado o livro nas principais capitais brasileiras e queria trazer Simone Spoladore e Igor Cotrim para Americana e fazer uma exibição do filme e o lançamento do livro aqui.</p>
<p>Achei que as referências seriam suficientes para que ela falasse com o Secretário e que ele desse alguma atenção e me retornasse. Não conheço o secretário, nada tenho contra ele, mas não houve ao menos um único feedback, nenhuma ligaçãozinha!</p>
<p>Fiz o evento principal do livro/filme em Limeira, com Igor Cotrim &#8211; e foi lindo.</p>
<p>Prosseguindo em sua réplica, Divina defende o vereador Nogueira. Não conheço o vereador, não sabia que ele doa seu salário para entidades beneficentes, peço desculpas. Mas que ele disse que artista não se preocupa com dinheiro, isso ele disse. Pode pegar a gravação. Não o culpo; faz parte de uma idéia romântica, que antecede os trovadores medievais. Ele nem está tão errado, conheço gente que estava lá no evento que gosta de ser meio ferrado de grana pois, ora, &#8216;mexer com cultura é assim mesmo&#8217;.</p>
<p>Estou nessa há muito tempo, senhores, eu conheço o riscado. Por favor.</p>
<p>Divina, em sua réplica, me chama de &#8220;inflamado&#8221; &#8211; mas eu não alterei minha voz, fiz voz miúda o discurso todo. Quem estava lá pode dizer. Eu gritei? Eu me inflamei? Certamente não. Tenho quase 24 anos de rádio e TV. Por favor!</p>
<p>Na seqüência, Divina quer imputar a mim as possíveis perdas de patrocínios que podem acontecer depois do meu discurso. Isso tem nome: é &#8220;demonizar o dissonante&#8221;. Falei o que ela não queria ouvir: eu sou o demônio. Sartre, etc&#8230;</p>
<p>Enfim, mesmo tendo eu feito algumas falas com as quais a Divina concorda, teve outras em que eu pisei na bola, logo, eu sou o inimigo</p>
<p>Aí, em sua réplica, Divina faz uma ameaça – e a classe cultural se arrepia. Ela pode não mais querer pedir dinheiro para os artistas. Todos ficam temerosos.</p>
<p>Ao menos, ao final, Divina diz que minha articulação foi &#8220;rica&#8221;. Como dizem, acho que &#8220;mandei bem&#8221;. Não foi por mal, podem ter certeza.</p>
<p>O fato é que encontrei, ao final do evento de premiação, tal carinho que fiquei impressionado.</p>
<p>Esse pessoal da cultura é muito carente, muito sensível, muito aberto. E também muito tímido, muito ruim de pedir dinheiro. Quando aparece alguém que fala em nome deles para conseguir alguma grana, eles logo agradecem. Foi assim com você, Divina. Foi assim comigo.</p>
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		<title>Meu discurso no Prêmio Destaques Culturais 2011 na Câmara Municipal de Americana, 20/03/2011</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 03:16:34 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[[Foi com surpresa que fiquei sabendo que seria homenageado na Câmara Municipal de Americana por causa do meu livro "Elvis &#38; Madona - Uma Novela Lilás". Sempre tive dificuldade para divulgar meu trabalho na cidade, achei que era um ilustre desconhecido na cidade onde nasci e onde morei boa parte da minha vida. O prêmio, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>[Foi com surpresa que fiquei sabendo que seria homenageado na Câmara Municipal de Americana por causa do meu livro "Elvis &amp; Madona - Uma Novela Lilás". Sempre tive dificuldade para divulgar meu trabalho na cidade, achei que era um ilustre desconhecido na cidade onde nasci e onde morei boa parte da minha vida. O prêmio, inicialmente, me envaideceu. Depois fiquei sabendo que o maior laureado na noite seria um grande amigo, grande batalhador pela cultura local, Geraldo Basanella, criado do Festival Estudantil da Canção, sonho que ajudei a viabilizar em suas primeiras edições apoiando através da emissora de TV local, onde eu era diretor de produção. Meus ânimos diminuiram quando fiquei sabendo que mais 24 pessoas, entidades e associações seriam homenageadas. Entendi que era muita gente para um prêmio anual. Não que as pessoas não fossem batalhadoras e até grandes produtoras culturais, mas achei que era gente demais. Falei então com alguns homenageados e vi o quadro de desolação e pobreza no qual o setor cultural da cidade se encontra. Americana é uma das cidades mais ricas do País, mas há pouco dinheiro para a Cultura. Pensei em recusar a homenagem, como forma de protesto. Levei em consideração o trabalho realmente relevante da vereadora Divina Bertália, pessoa do bem dentro do esgoto político em que nos encontramos, e achei que devia participar. Disseram-me que eu não poderia falar, seria mais uma dessas homenagens nas quais pegamos um diploma brega quando entramos pela porta da frente e sairíamos pela porta dos fundos. Disse a alguns amigos que só aceitaria o prêmio se pudesse falar. Assim, fui um dos quatro a falar e fiz o discurso abaixo.] </em></p>
<p>&#8220;Boa Noite a todos, aos agraciados, às autoridades, amigos, parentes, presentes.</p>
<p>Inicialmente, como escolhido para falar em nome de alguns dos homenageados, não poderia, claro, deixar de agradecer à vereadora Divina Bertália, incansável batalhadora pela Cultura, à Comissão de Cultura, e a todos os envolvidos neste evento. Obrigado a todos.</p>
<p>Passado o agradecimento, igualmente não poderia deixar de fazer algumas breves considerações. Primeiro acerca de premiações e homenagens de maneira geral. Depois acerca desta homenagem específica de hoje.<br />
Alerto que serei uma voz crítica e dissonante aqui.</p>
<p>Tenho três filhos e um dos ensinamentos que passo a eles é que elogios demais enfraquecem o espírito. Acho que todos os homenageados de hoje são fiéis dignatários desse título, desse diploma que ficará em alguma parede por algum tempo. Espero, porém, que o diploma não faça com que os homenageados sintam que a jornada acabou ou que algum reconhecimento seja o fim. Há nos elogios e nas homenagens uma sensação de dever cumprido que pode atrapalhar o ofício da cultura. Não deve ser assim. Homenageados, não se deixem amolecer pelos tapinhas nas costas.</p>
<p>Outra consideração é a seguinte: quem trabalha com cultura geralmente precisa mais de DINHEIRO que de HOMENAGENS, então seria muito interessante se essa homenagem, esse prêmio “Destaques Culturais”, viesse acompanhada de algum dinheiro. Numa sociedade capitalista, dinheiro é imprescindível, muito mais importante que diploma. Faço um apelo para que os organizadores se mobilizem para os próximos anos; vivemos em uma das cidades mais ricas do País, não podemos apresentar um setor cultural financeiramente tão pobre.</p>
<p>Aliás, me parece uma dicotomia que exista um prêmio cultural em uma cidade sem livrarias e sem cinemas. Eu mesmo tentei lançar meu livro aqui, mas não tinha livraria. Tentei então contato com o secretário da cultura por três vezes, mas em nenhuma vez ele me atendeu ou retornou minha ligação. O lançamento nacional de Elvis &amp; Madona, livro e filme, aconteceu em Limeira, no Teatro Vitória, com a exibição do filme de graça para cerca de 400 pessoas. Queria fazer em Americana, mas não consegui.</p>
<p>Por fim, do alto da minha insignificância como escritor, dirijo-me aos organizadores desse prêmio. Peço que considerem diminuir o número de homenageados para os próximos anos.</p>
<p>A seleção será mais idônea, se for assim. Eu mesmo não me importaria de esperar mais uns cinco ou dez anos para receber uma homenagem como essa. Eu até poderia fazer realmente jus a ela, já que tenho só 41 anos e apenas quatro livros publicados.</p>
<p>O Legislativo, de maneira geral, não apenas em Americana, deveria trabalhar contra a banalização da homenagem. A quantidade de títulos e moções que a Câmara outorga, semanalmente, esvazia a importância e o valor dos mesmos.</p>
<p>Recebo essa homenagem em nome de meu avô, Luiz Emílio Biagioni, que, mesmo nascido em Andradas, viveu mais de 60 anos em Americana e nunca recebeu título de cidadão americanense. Uma prova de que não são homenagens e títulos que fazem grandes homens.</p>
<p>Obrigado.&#8221;<br />
<em><br />
[P.S. Não está no discurso uma citação que fiz, de improviso, ao vereador Osvaldo Nogueira, já que em sua fala ele disse que "o pessoal que trabalha com cultura é por vocação, sem se preocupar com motivos econômicos" (sic). Disse, no improviso, que ele também deve ter uma grande vocação política, mas tem sua retirada mensal na Câmara, enquanto vereador. E que o pessoal da cultura também gostaria de algo assim. Passados os discursos o nobre vereador pediu a palavra, fora do protocolo, pois havia sido citado nominalmente por mim, e disse que, enquanto empresário sempre apóia a cultura. E que minha fala citando-o teria sido fora do contexto, que fui demagogo (sic). Não conheço o vereador ou seu trabalho, só disse que ele estava enganado se pensava que quem "trabalha com cultura" não precisa de dinheiro; é um pensamento equivocado. Ele ficou irritado. Nunca tive nada com Osvaldo Nogueira e espero nunca ter; me pareceu só mais um vereador truculento. Divina Bertália também parece ter ficado incomodada com meu discurso, me citou nominalmente no fim, dizendo que "a Câmara não tem dotação orçamentária para prêmios em dinheiro" e que prêmios em dinheiro eram "contra a lei". Não fiquei para o fausto coquetel pós-evento, mas provoquei um encontro rápido com Divina para dizer-lhe que o "dinheiro" que eu "pedi" em meu discurso não deveria mesmo sair dos cofres públicos, mas os vereadores, com seus mandatos e influências, podiam conseguir uma grana para esses laureados, batalhadores da cultura que nunca recebem porra nenhuma de apoio. Não sei se ela entendeu, estava tarde e todo mundo com fome. Gostaria de dizer, por fim, que a Câmara não tem dotação para prêmios em dinheiros - isso existe em todo lugar do mundo!, mas no Brasil não pode - mas tem dinheiro para inúmeros assessores, viagens, regalias e benesses. Com o único salário mensal de um vereador o grupo Macamã de Teatro, por exemplo, que luta para sobreviver na cidade, produziria uma peça inteira. Fica a indignação.] </em></p>
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		<title>ruído branco, de don delillo</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 14:07:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biajoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[“Ruído Branco” é um romance extremamente bem estruturado, dividido em três partes. Na primeira conhecemos a rotina da família do professor universitário Jack Gladney, um sujeito tranqüilo e acomodado que inventou uma cadeira na Universidade, a cadeira de Hitlerologia. Ele está no quarto casamento com Babette, dona de casa de físico voluptuoso e alma caridosa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Ruído Branco” é um romance extremamente bem estruturado, dividido em três partes. Na primeira conhecemos a rotina da família do professor universitário Jack Gladney, um sujeito tranqüilo e acomodado que inventou uma cadeira na Universidade, a cadeira de Hitlerologia. Ele está no quarto casamento com Babette, dona de casa de físico voluptuoso e alma caridosa, que lê jornais sensacionalistas para um velho cego e dá aulas de postura para idosos em uma igrejinha local. Eles moram com os filhos dele e dela, mas ele tem filhos que vivem com suas outras ex-esposas. Ele tem também um amigo, igualmente professor, chamado Murray – personagem que funciona como contraponto a Jack: é solteiro, vive sozinho e é arguto observador, interessado por tudo. Como vai haver um grande congresso de Hitlerologia e Jack não fala alemão, decide fazer umas aulas particulares com um sujeito estranho, que ele e Murray imaginam ser algum tipo de necrófilo. Emoldurando toda essa rotina e essas relações está o ruído branco do título, o ruído de todas as coisas ao mesmo tempo: o barulho dos carros nas estradas, da lâmpadas elétricas nos supermercados, das sirenes de polícia, da nossa própria respiração.</p>
<p>Aí temos a segunda parte, onde um acontecimento impacta na rotina de todos: um vazamento de gás tóxico. Todos são retirados da normalidade por um período. E o leitor é preparado para uma sensacional terceira parte, onde a rotina perdida começa a ser procurada e jamais será encontrada.</p>
<p>O livro foi publicado em 1984, época em que não existia a internet, telefones celulares e os aparelhos de microondas começavam a se popularizar nos EUA. Mas o romance, ao contrário, não ficou datado: dá para perceber como estamos muito mais envolvidos em ondas &amp; freqüências e em ruído branco &amp; informações desencontradas tudo e como tudo isso nos causa grande tensão – e nos aproxima da morte.</p>
<p>O tema do livro, me parece, é o medo da morte, no final das contas. Jack pode ter se infectado com o gás tóxico e isso o deixa angustiado; a boa Babette vai ser voluntária em um experimento científico de um remédio que diminui&#8230; o medo da morte.</p>
<p>Os filhos do casal, crianças e pré-adolescentes, vão revelando, gradativamente, aspectos neuróticos, transtornos obsessivos que hoje são bastante comuns e parecem ser – alguns psicólogos assim definem – tentativas de organizar a vida e escapar do inexorável fim.</p>
<p>Apesar das várias reflexões que o romance apresenta, ele não é difícil ou “cabeça”, não tem grandes trechos digressivos ou com filosofices, também não tem invencionices literárias: a leitura é fácil e eletrizante. É o melhor romance que li em 2011.</p>
<p><a href="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/Capa-Ruído-Branco.jpg"><img src="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/Capa-Ruído-Branco.jpg" alt="" width="300" height="464" class="aligncenter size-full wp-image-2591" /></a></p>
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		<title>vendendo discos (5)</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 22:52:12 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou vendendo discos de vinil, todos muito bons e bem conservados. Já foram 4 lotes de R$ 400,00. Esse próximo lote tem 12 discos em 10 álbuns e tou pedindo R$ 300,00. Interessados, mandem e-mail ou DM nas redes sociais. A gente divide, pega uns cheques, faz qualquer negócio. Esse lote é de POP ROCK, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou vendendo discos de vinil, todos muito bons e bem conservados. Já foram 4 lotes de R$ 400,00. Esse próximo lote tem 12 discos em 10 álbuns e tou pedindo <strong>R$ 300,00</strong>. Interessados, mandem e-mail ou DM nas redes sociais. A gente divide, pega uns cheques, faz qualquer negócio.</p>
<p>Esse lote é de POP ROCK, acho que ficou um bom lote. Veja:</p>
<p>1 &#8211; Ian McCulloch, Candleland<br />
2 &#8211; Primal Scream, Scremadelica (Duplo)<br />
3 &#8211; Talking Heads, More Songs about Buildings and Food<br />
4 &#8211; Talking Heads, Remain in Light<br />
5 &#8211; Elvis Costello, Mighty like a Rose<br />
6 &#8211; Pink Floyd, The Wall (Duplo)<br />
7 &#8211; Laurie Anderson, Strange Angels<br />
8 &#8211; New Order, Technique<br />
9 &#8211; David Bowie, Tonight<br />
10 &#8211; Lou Reed, Mistrial</p>
<p><a href="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/vendendo-discos-5.jpg"><img src="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/vendendo-discos-5.jpg" alt="" width="511" height="514" class="aligncenter size-full wp-image-2586" /></a></p>
<p>Não tem disco extra surpresa neste pacote.<br />
:&gt;)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>vendendo discos (4)</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 20:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biajoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um lote, também de R$ 400,00. Dividimos, aceitamos cheques et. al. :&#62;) Esse lote é BLACK (e não vale dizer que o Stevie Ray, o Ry Cooder e o pessoal do Lynyrd não são pretos!): 1. Gil Scott-Heron, The Revolution Will Not Be Televised 2. Jimmi Hendrix, Loose Ends 3. Stevie Ray Vaughan and [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um lote, também de <strong>R$ 400,00</strong>. Dividimos, aceitamos cheques et. al.<br />
:&gt;)</p>
<p>Esse lote é BLACK (e não vale dizer que o Stevie Ray, o Ry Cooder e o pessoal do Lynyrd não são pretos!):</p>
<p>1. Gil Scott-Heron, The Revolution Will Not Be Televised<br />
2. Jimmi Hendrix, Loose Ends<br />
3. Stevie Ray Vaughan and Double Trouble appearing Live in Austin, Texas<br />
4. Lynyrd Skynyrd, 1991<br />
5. Terence Trent D’Arby, Introducing the Hardline According to<br />
6. Prince, 1999 (Duplo)<br />
7. Prince, Batman<br />
8. Ry Cooder, A Encruzilhada<br />
9. Trevor Jones &amp; Courtney Pine, Angel Heart (Trilha Sonora classe, esse disco tá meio usadão)<br />
10. Courtney Pine, Destiny’s Song + The Image of Pursuance</p>
<p><a href="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/Quarto-Lote.jpg"><img src="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/Quarto-Lote.jpg" alt="" width="526" height="505" class="aligncenter size-full wp-image-2581" /></a></p>
<p>Também tem um disco brinde esse lote. Os outros 3 lotes já foram vendidos.<br />
:&gt;*</p>
<p>Quem se interessar, entre em contato.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>vendendo discos (3)</title>
		<link>http://biajoni.opsblog.org/2012/01/03/vendendo-discos-3/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 20:34:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biajoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Pô, legal, acho que o vinil está com tudo mesmo, muita gente interessada, obrigado a todos que estão divulgando e ajudando a vender esses discos. Dói vender, mas não temos espaço para ficar com esses discos todos, alguns ainda vou guardar pois têm grande valor sentimental. Estou vendendo apenas os mais difíceis de encontrar e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pô, legal, acho que o vinil está com tudo mesmo, muita gente interessada, obrigado a todos que estão divulgando e ajudando a vender esses discos. Dói vender, mas não temos espaço para ficar com esses discos todos, alguns ainda vou guardar pois têm grande valor sentimental. Estou vendendo apenas os mais difíceis de encontrar e aqueles que estão em melhor estado. São discos de colecionador, todos estão com plástico duro na capa, com envelope de papel no disco e os discos estão limpos e quase sem riscos. Os riscos de uso do vinil quase não interferem na audição, audiófilos bem sabem disso.<br />
:&gt;)</p>
<p>Aqui vai um lote de ROCK CLÁSSICO, igualmente com 10 discos, estou pedindo igualmente <strong>R$ 400,00</strong> (dá pra dividir, etc&#8230;) e ainda dou um disco de brinde &#8211; neste lote é o Greatest Hits do Santana. Vamos lá:</p>
<p>1. 40th Anniversary of Atlantic Records Classic Rock (1966/1988)* (Duplo)<br />
2. The Beatles, Past Masters Vol. 1 &amp; 2 (Duplo, de colecionador)<br />
3. Paul McCartney, Paul is Live (Duplo, novinho)<br />
4. Paul McCartney, Flowers in the Dirt (Zero)<br />
5. George Harrison, The Best of George Harrison (Meio judiado)<br />
6. The Clash, London Calling (Duplo, inteiraço)</p>
<p>*Esse disco é uma jóia, uma coletânea que tem Led Zeppelin, Yes, AC/DC, Twisted Sister, Buffalo Springfield, CSNY&#8230;</p>
<p><a href="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/Dois-Duplos-1.jpg"><img src="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/Dois-Duplos-1.jpg" alt="" width="611" height="301" class="aligncenter size-full wp-image-2576" /></a></p>
<p><a href="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/Outros-dois-duplos.jpg"><img src="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/Outros-dois-duplos.jpg" alt="" width="575" height="285" class="aligncenter size-full wp-image-2577" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>vendendo discos (2)</title>
		<link>http://biajoni.opsblog.org/2012/01/03/vendendo-discos-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 16:47:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biajoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Aproveitando que o lote de discos brasileiros está quase vendido, aqui vai um lote de igual valor, direcionado aos interessados por Blues. São 11 discos no total, estou pedindo R$ 400,00 &#8211; e ainda dou um disco surpresa de brinde. A gente negocia, pega uns cheques, sascoisa. :&#62;) Mande mail ou DM nas redes sociais. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando que o lote de discos brasileiros está quase vendido, aqui vai um lote de igual valor, direcionado aos interessados por Blues. São 11 discos no total, estou pedindo <strong>R$ 400,00</strong> &#8211; e ainda dou um disco surpresa de brinde. A gente negocia, pega uns cheques, sascoisa.<br />
:&gt;)<br />
Mande mail ou DM nas redes sociais.</p>
<p>Esse lote é pra quem manja:</p>
<p>- Robert Johnson, The King of Delta Blues Singers, Vol. 1 &amp; 2 (Duplo, edição da Breno &amp; Rossi, raro)<br />
- Eric Clapton, Crossroads [Box com 6 discos] (Encarte e discos impecáveis)<br />
- Eric Clapton, From the Cradle (Novo)<br />
- John Mayall, A Banquet in Blues<br />
- Jack Bruce, A Question of Time</p>
<p><a href="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/Deus-e-Jesus.jpg"><img src="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/Deus-e-Jesus.jpg" alt="" width="867" height="341" class="aligncenter size-full wp-image-2570" /></a></p>
<p><a href="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/Espírito-Santo-e-o-Diabo.jpg"><img src="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/Espírito-Santo-e-o-Diabo.jpg" alt="" width="612" height="298" class="aligncenter size-full wp-image-2571" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>vendendo discos (1)</title>
		<link>http://biajoni.opsblog.org/2012/01/03/vendendo-discos-1/</link>
		<comments>http://biajoni.opsblog.org/2012/01/03/vendendo-discos-1/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 10:46:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>biajoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Quatro mudanças em cinco anos, já não aguento mais carregar as coisas para lá e para cá. Vou vender umas coisas, doar outras e jogar fora umas tantas. Tenho aqui uns 250 discos de vinil que ainda sobraram, vou botar o primeiro lote a venda, são 10 discos de rock/punk nacional em PERFEITO ESTADO, coisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quatro mudanças em cinco anos, já não aguento mais carregar as coisas para lá e para cá. Vou vender umas coisas, doar outras e jogar fora umas tantas. Tenho aqui uns 250 discos de vinil que ainda sobraram, vou botar o primeiro lote a venda, são 10 discos de rock/punk nacional em PERFEITO ESTADO, coisa rara mesmo, podem pesquisar preços por aí. Não vou vender separado, só o lote, por <strong>R$ 400,00</strong>.</p>
<p>Interessados, mandem e-mail ou comentem aqui. Dá pra dividir e talz. Olhem só:</p>
<p>1. Mutantes, Tudo foi Feito pelo Sol (De 1974, perfeitíssimo, capa, tudo!)<br />
2. A Bolha, É Proibido Fumar (Disco raro, ainda mais no estado em que está!)<br />
3. Made in Brazil, Paulicéia Desvairada (Inteiraço)<br />
4. Coletânea Não São Paulo 1 (Que tem Akira S. e Chance, ótimo!)<br />
5. Garotos Podres, Mais Podres que Nunca<br />
6. Os Replicantes, O Futuro é Vórtex<br />
7. Detrito Federal, Vítimas do Milagre<br />
8. Cabine C, Fósforos de Oxford (Novíssimo!)<br />
9. Lobotomia, Lobotomia (Em perfeito estado, sem qualquer arranhão)<br />
10.Camisa de Vênus, Duplo Sentido (Duplo, lindo, inteiraço!)</p>
<p><a href="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/discos-1.jpg"><img src="http://biajoni.opsblog.org/files/2012/01/discos-1.jpg" alt="" width="781" height="188" class="aligncenter size-full wp-image-2563" /></a></p>
<p>Quem comprar leva de brinde o disco do Joelho de Porco de 1978.<br />
:&gt;)</p>
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